Este lugar vai ser o seu companheiro na divisão de Mambos e Problemas. Makas também são aceitaveis. Todo e qualquer problema poderá encontrar alívio aqui. Envie toda a sua carga para aqui. Não se iniba. Divida connosco o que o(a) apoquenta.

AngoProblemas

APENAS PROBLEMAS

 

 

BUÉ ? dá ‘pra comer ?

PROBLEMAS EM CASA

PROBLEMAS NO TRABALHO

PROBLEMAS NA COMUNIDADE

PROBLEMAS COM AS AUTORIDADES

PROBLEMAS DE SAÚDE

PROBLEMAS NA ESCOLA

PROBLEMAS PESSOAIS

PROBLEMAS POLÍTICOS

PROBLEMAS INTÍMOS

PROBLEMAS ENTRE NAMORADOS

PROBLEMAS PEQUENOS

PROBLEMAS DE GRANDE DIMENSAO

PROBLEMAS COM VIZINHOS

APENAS PROBLEMAS

OUTROS PROBLEMAS

 

 

 

Espalha-se aos quarto ventos que um certo pais Africano tem indicadores economicos de fazer inveja a muitos paises do chamado primeiro mundo, que se debate com uma crise a beirar a grande depressao dos anos vinte, com instituiçoes fechando a catadupas, desemprego galopante e falencias em grande escala a nivél institucional e individual.

 

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Nós Angolanos somos os referenciados acima. No entanto achei interessante um artigo do Daily Mail sobre Angola, escrito por Barbara Jones no dia 04 de Agosto de 2012. Este artigo mostra que apesar dos esforços feitos até ao momento, precisamos continuar a trabalhar para que transportemos do papel para a pratica a boa vida de que tanto se fala. Para quem como eu viveu intensamente os anos 80 verifico que muito já foi feito desde 2002, quando a expectativa de vida do Angolano era de menos de 40 anos e trabalhava-se um mês inteiro por uma sacola de parcos bens alimentares. Para podermos viver bem precisamos de coisas básicas como serviços de saúde competentes, escolas que formam bem, infraestructuras que possibilitem comunicaçao e trabalho inemterrupto , como boas estradas, energia eletrica constante, meios de transporte confortaveis  e baratos, telecomunicaçoes e informática a custo accessivel ao cidadao de baixa renda. Tudo isto nao se consegue em pouco tempo, principalmente em Africa com os problemas básicos que temos a todos os nivéis.  

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Um dos empecilhos de que nos devemos livrar com urgência é a burocrâcia que temos no pais que impossibilita a criaçao rápida de emprego. Com a criaçao do Guiche Unico de empresas pensou-se que se resolveria parte do problema. Em parte tal Guiché veio resolver a questao burocratica visto ser possivel criar-se uma empresa em muito pouco tempo, mas nem por isso veio resolver a questao dos custos envolvidos no processo. Ainda gasta-se entre $3000 a $5.000 para criar-se uma empresa com alvará incluido, o que constitui um arrombo para quem está  a começar um pequeno negócio.  No entanto eis que surge o BUE ( Balcao Unico do Empreendedor) que veio trazer criaçao de empresa e alvará, imaginem , a custo zero. Ai eu tiro o chapéu a quem teve esta brilhante ideia.  Visitei recentemente o BUE do Cazenga e fiquei impressionado com a organizaçao e a celeridade na  criaçao de uma empresa. O surgimento de milhares de pequenos negocios que se sustentem a longo prazo garantirá emprego para milhoes. Nao acredito num estado que proporcione emprego para todos. Acredito num que crie as condicoes para que milhares de pequenos e medios  empreendedores criem emprego para milhoes.

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Esforços como este poderá levar também a dinamizaçao da indústria local. Com uma indústria transformadora deixaremos de oferecer trabalho a outros quando nós tanto precisamos dele. Toda a vez que exportamos madeira, ouro, cobre ou petróleo bruto  estamos a penalizar-nos. Vejamos o caso da exportaçao da madeira. Quando o fazemos dá-mos trabalho ao Europeu que vai descarrega-la do navio. Que vai corta-la. Que vai poli-la. Que vai transforma-la em porta, mesa ou sofá. Quantos se beneficiam ? Muitos, o que possibilita a manutençao de seus empregos e o crescimento de suas económias quanto multiplicados por outras pequenas accoes com esta. E depois vamos a Europa comprar o sofá criado com a nossa madeira a preço de ouro, pagamos a transportaçao para Angola, os direitos alfandegários, o transporte para nossa casa e ainda sorrimos satisfeitos por termos uma mobília Europeia.  Que haja mais iniciativas como as do BUE e que estas tragam BUE de empregos, BUE de alegrias e sucessos empresárias.

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Publicado originalmente na revista Khanita